Resenha – Subversão


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@_literanima

“A pessoa ruim chega, faz um caos e vai embora, enquanto cada um que se vire para juntar os cacos do que sobrou da vida e da dignidade.”


Certamente vou levar essa frase da nossa querida parceira Soraya Abuchaim para a minha existência, mesmo que a tenha conhecido num cenário literário de morte e sangue, muito sangue por sinal.​​​​​​​​​O livro começa com uma descrição perfeita de um dos piores, se não o pior cenário na vida de alguém: um velório. E nesse caso o morto em questão deixa a cena ainda mais pesarosa, pois se trata da despedida de uma criança.​​Quando Pedro, uma criança de cinco anos, é morto por acidente, a família vê tudo desabar diante dos seus olhos. Encarar o horror de velar um ente querido num caixão lacrado, pai e mãe, órfãos de um mesmo filho, perdem-se em meio à dor lacerante. Contudo algo acontece e traz à tona a verdade até então oculta.​​​​​​​​​A autora é de uma precisão cirúrgica nas descrições e colocações. A narrativa te prende tal forma que em alguns momentos tive que ‘lembrar’ de voltar a respirar. Fiz a leitura com fones de ouvido deitado na rede em minha varanda. Não faço ideia das músicas tocadas. Fiquei totalmente absorto na história que quando dei por mim, vislumbrava cada cena e me transportei para o velório de Pedro. ​​​​​​​​​​​Além de todo o peso da morte em si, a trama que se desenrola durante o funeral vai te fazer lembrar-se dessa história nos próximos velórios que estiver. ​


Outra frase marcante é “É fácil ser corajoso quando esconde um segredo.” E acredite, ao final você verá que tal afirmação fará todo sentido quando enfim descobrir o motivo e as circunstâncias da fatídica morte do pequeno Pedro.​​​​​​​​​​Uma história que mescla realidade e sobrenatural, com assinatura Gore. Nas páginas de “Subversão” veremos o quão tênue é a linha entre a sanidade e a loucura.
Nota 10!


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