RESENHA – CEM GRAMAS DE CENTEIO / AGATHA CHRISTIE


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RESENHA – CEM GRAMAS DE CENTEIO – AGATHA CHRISTIE.

            Vamos falar agora de um livro da rainha do crime que me cativou. Ademais todos os seus livros em encantam de certa forma. No caso de Cem Gramas de Centeio nos defrontamos com aquela forma a la Agatha Christie já do conhecimento de quem está acostumado com a obra dela. Apesar de não nos apresentar tantas novidades no enredo, o livro vale pela sua estrutura narrativa.

            A história se inicia com o assassinato do Sr. Fortescue, no qual ele é envenenado com uma xícara de chá. O mote da trama se baseia nos cem gramas de centeio encontrados no bolso de sua camisa, daí a investigação trás a tona o mistério acerca desse fato.

            Vou procurar soltar poucos dados do livro, apenas me margear na impressão que ele me passou. No livro não há apenas uma morte, o que o torna ainda mais interessante. E quando você desconfia de tal pessoa vem o choque; logo após ela também é assassinada. Temos mais um exemplo no qual os principais suspeitos eram membros da família. Fórmula que ela usou em outras obras e me fez lembrar “A casa torta” e “A Mansão Hollow”. Desta vez a responsabilidade de decifrar os crimes fica por conta do detetive Neele, fugindo dos padrões de Hecule Poirot ou Miss Marple, que lideravam as investigações. No entanto Miss Marple aparece na trama, mas apenas na metade do livro, quando toma conhecimento de que um dos que foram assassinados era o seu conhecido. Talvez isso me passou a sensação de algo um pouco forçado. Criou-se uma história do passado entre elas que a reforçou ajudar a esclarecer o crime. Se não fosse por isso talvez Miss Marple nem teria aparecido e muito menos ter sido a ferramenta de maior importância. Enquanto o detetive Neele fomentava a questão prática da investigação, Miss, como sempre, levava para o aspecto moral, fazendo uma análise da conduta dos personagens que ela pouco conhecia, mas usava de sua experiência em casos onde há intrigas entre famílias.

            Mesmo com ótimos diálogos, o livro às vezes se torna repetitivo, mas cada personagem tem uma característica única; sempre peculiares e bem desenvolvidos, cada um com o seu defeito ou virtude.

            Agatha nos presenteia também com uma obra em que ela detalha a condição social das pessoas e os costumes da época. É fenomenal toda essa analogia amarrada e unificada em livros de alto teor reflexivo e dramático. Para os crimes, tudo tem que ter um motivo forte. Após a chegada de Miss, que no final elucidou a trama de forma um pouco rápida e forçada, bem antes eu já desconfiava de duas pessoas por motivos óbvios. Uma talvez seria muito escancarada, e a outra continuei com a forte torcida até ser revelada no final.

            E termino essa resenha propondo que Agatha deva ser lida levando em consideração todos os aspectos que ela transfere em seus livros. Nesse encontrei um detalhe ou outro tanto forçados, mas a magnitude de sua escrita não lhe tira os méritos. Aliás, eu até me pergunto às vezes quem somos nós para criticar essas tramas de mistérios policiais fabulosas em um nível pouco alcançado por poucos? Sim, mas pelo menos podemos passar a nossa impressão, mesmo que a história não nos surpreenda tanto. Venhamos e convenhamos que Agatha é sempre magnífica.

            E termino essa resenha propondo que Agatha deva ser lida levando em consideração todos os aspectos que ela transfere em seus livros. Nesse encontrei um detalhe ou outro tanto forçados, mas a magnitude de sua escrita não lhe tira os méritos. Aliás, eu até me pergunto às vezes quem somos nós para criticar essas tramas de mistérios policiais fabulosas em um nível pouco alcançado por poucos? Sim, mas pelo menos podemos passar a nossa impressão, mesmo que a história não nos surpreenda tanto. Venhamos e convenhamos que Agatha é sempre magnífica.

Por Maleno Maia


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Victoria Manuela

Victória Manuela nasceu na cidade mineira de Nova Lima no ano de 2005. Estudante e amante da literatura, teve a primeira participação em uma obra literária em 2017 nas Antologias Ana e Carpe Diem. Escreve contos e poesias e é leitura assídua de vários estilos literários. Sonha em ser uma escritora de sucesso e fazer faculdade de Letras. Seus hobbys são: ler, escrever e pintar.

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