Resenha – A Macieira


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@_literanima

Pense num texto que tem o poder de te sugar para dentro da história. Pensou? Então leia ‘A Macieira’ e você será surpreendido com a delicadeza da narrativa.


O autor te amarra nas primeiras frases e em pouco tempo você se vê amigo de Teco. A singeleza de vida traz uma verdade arraigada de sentimentos genuínos. ​​​​​​​​​​A história conta a evolução de uma amizade desde a infância até a velhice e é nesse ponto que nos identificamos tão intensamente. Eu sou fã declarado de fantasia. Adoro fugir do meu mundo e cair nos universos compartilhados por tantos autores talentosos. Mas dar de cara com uma história que poderia ser a minha é de fazer abrir aquele sorriso e suspirar fundo nos levando às melhores recordações.



“Somente as árvores foram preservadas, como testemunhas do tempo que se alterou.”



A frase acima faz um sentido que abrange mais até do que podemos supor. Agora pare um minuto e puxe na memória se não há uma árvore que em algum momento da sua vida tenha sido referência de uma recordação. Seja boa ou ruim e elas estavam ali, testemunhando a sua história. Uma goiabeira na infância, uma amendoeira tendo sua sombra usada para brincar de bolas de gude ou mesmo um tronco marcado com as famosas iniciais no desabrochar do amor na adolescência.



“Um amigo não é aquele que te abraça e te faz sorrir, mas sim, aquele que te consola quando o mundo se vira contra você.”


Com essa frase eu encerro meu texto na certeza de que por aí existe ao menos um Teco que tenha sido esse amigo. Aquele que ficou quando ninguém estava.​​​​​​​​​​Recomendo demais a leitura e fico na expectativa de uma continuação contando as entrelinhas dessa linda e tocante história.

Resenha por: Marlos Quintanilha – Colunista


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