Inspirações, aspirações e literatura


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Muito antes de me tornar um escritor tudo que eu pensava costumava ganhar vida através das letras que depositava nas linhas dos meus cadernos, posts nas redes sociais ou simplesmente rabiscos em tudo que eu podia fazê-los. Poemas, versos, letras de músicas, personagens, pequenas passagens surgiam e ganhavam forma. A empolgação era iminente e desde o princípio eu soube qual seria o estilo de escrita do qual minhas produções se encaixariam de fato. 
A verdade é que por mais que eu tenha descoberto o gosto por vários gêneros, sempre me sinto mais a vontade pelas produções dramáticas, romances e afins, talvez o motivo seja simples: minhas próprias inspirações de vida. Desde sempre, pelo menos desde que eu me entenda capaz de compreender meus sentimentos e desejos, me identifico com as passagens românticas, melancólicas e principalmente dramáticas. 

 Isso cabe nas músicas das quais escuto, dos filmes dos quais assisto, dos livros dos quais eu prefiro ler, claro que eu não leio somente livros dramáticos e de romance, muito pelo contrário, me identifico demais com os gêneros policiais, espiritas, thrillers, etc. Mas, me vejo sempre me satisfazendo dentro dos temas já descritos. 

Essa preferência de gêneros, comumente afeta minha perspectiva dos demais gêneros, mas por um lado, intensifica minhas produções literárias de uma forma que me sinto suficientemente satisfeito com tudo que escrevo. Já me perguntaram várias vezes por quê escrever drama e romance e por mais simples que seja, a resposta sempre fora muito direta: eu sempre escrevo o que sinto, o que me traz conforto e paz perante minhas próprias emoções, talvez seja e eu acredito que isso ajude a definir minhas intenções como autor e me proporcione a criada de uma identidade de escrita única. 

 O fato é que sou uma pessoa muito observadora e uso muito disso na construção de minhas histórias, passagens e até mesmo dos meus personagens. Não costumo criar personagens só por criar, mas sempre me inspirando em alguma experiência de vida sob minha perspectiva ou de outra pessoa da qual eu convivo. Grande parte dos meus personagens crio sobre a ótica de vida dos meus amigos, incorporando a estética visual, os sentimentos e até experiências que eles mesmos viveram. 

Parte do que escrevo, em suma os meus roteiros costumam ser preenchidos com momentos da minha vida que busco eternizar e vejo que o peso de certas emoções tem trazido profundidade e consistência, me permitindo muito mais do que eu esperava. Anos atrás quando fazia teatro e precisava criar um personagem inédito, buscava fazê-lo nesta mesma linha: somando estética e comportamento de pessoas ao meu redor, o que sempre trazia muita carga aos meus personagens, era fantástico e funcionou muito bem quando me entreguei a literatura. 
Michael e Beth são dois personagens extremamente queridos por mim e ainda tenho a intenção de voltar a escrever sobre eles, inclusive repaginar a shot history que escrevi muitos anos atrás, quando os fiz, me entreguei de cabeça em sentimentos dos quais estava vivendo na época e por mais que tenha se tornado uma história dramática, o romance reconstruiu uma história linda e que guardo sempre comigo, desde então na junção destes dois gêneros eu me encontrei. 

 Essa é uma dica que sempre busco dar as pessoas que me procuram querendo dicas de como começar a escrever: busque seus sentimentos. Anos mais tarde um autor muito querido, me orientou a colocar minhas emoções nos meus textos, agregando mais história e sentimentos aos meus personagens, mergulhei de cabeça no drama e o resultado foi fantástico. Desde então eu nunca mais escrevi da mesma forma e passei a ter muito mais satisfação dos meus textos. 

Hoje entendo e percebo cada vez mais como depende apenas de nós para que sejamos capazes de escrever uma história boa, profunda e consistente e para que isso aconteça é muito necessário que eu deposite nela muito mais de mim do que qualquer outra coisa, me entregando às minhas próprias inspirações e estilo de vida. Se me perguntarem, você é uma pessoa melancólica? eu diria que sim e com toda certeza, se sou uma pessoa dramática? novamente diria que sim, com toda certeza, mas, penso que, se não fosse assim, não me sentiria como me sinto e os meus textos não seriam como são. 

 Muitas outras coisas me inspiram nas minhas produções, a natureza por exemplo, letras de músicas que eu amo escutar, as pessoas nas ruas, conversas que escuto, alguma coisa que eu vejo na televisão, no fim me vejo diante de um montante de situações que busco sincronizar para que existam e coexistam na mesma linha de continuidade e com um toque meu, é claro. 

E mais uma vez eu volto a dizer, que tudo que eu escrevo, mesmo que seja apenas uma linha, sempre terá muito mais de mim do que qualquer outra coisa, sentimentos, emoções, medos, frustrações, realizações e numa simples definição: tudo o que eu sou.

Por: Lucas Vilela


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