A cena de quadrinhos nacionais sob a visão de um entrante.


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Dos dias 4 à 8 de dezemebro de 2019 ocorreu a sexta Comic Con Experience (CCXP) em São Paulo, sem dúvidas um dos melhores lugares para se ver e conhecer o meio dos quadrinhos brasileiros, não apenas composto por estrelas internacionais o coração do evento, ou melhor, o artists alley, é composto por artistas de todo o pais, reunindo obras desde o infantil até o horror adulto ou até mesmo o erótico.

Visto tamanha pluraridade de títulos e tanta efervecencia na produção, nos sempre vem a poergunta “porque não existe ainda um mercado?” comparando a grandes potências como a Fraça, Japão ou Estados unidos, temos artistas tão bons quanto ou até melhores, chegando ao ponto de exportarmos artistas para mercados como os citados. De fato, não é qualidade que falta, leitores talvez? Poderia até ser, se os títulos importados também não vendessem, existe alguma bolha que não é furada, existe alguma barreira que ainda não distinguimos muito bem.

Talvez, para criar uma genuina reflexão seja nececssário voltar alguns pontos e pensar sobre mercado, mercado visa solidês, crescimento e, claro, vendas. O que a esse respeito não é feito aqui? Seria mesmo a CCXP e o Catarse os melhores pilares para um mercado inteiro? Citando Thiago Spyked da editora Crás, digo que são pilares de vidro, e numa visão mercadológica, pouco seguros. Anda na linha de pensamento do Thiago, me pergunto, onde está a cultura de consumo? Onde estão os editores e pessoas que querem ver o negócio além da obra, onde está a visão “marketeira” dos autores? Sinto falta disso tanto nos outros autores como em mim, como autor estreante.

Um mercado não se cria do dia para a noite, mas espero que a visão profissional e mercadológica cresça, para assim um dia realmente existir um mercado consolidado. Pequenas ações realmente fazem diferença no meio, ao meu ver, mas acredito que um movimento de massa seja necessário, vários autores com tal postura, encontrar meios de “furar a bolha”, entender o público, se há um desejo de estruturar um mercado, acredito que devemos sim nos perguntar “para quem estamos vendendo isso?”

Nícolas Santos é desenhista, quadrinista e estudante de design gráfico da região de campinas. Ilustrador da história “O Pacto” da antologia recentemente publicada “Histórias para não Dormir”.

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